domingo, 16 de agosto de 2015

Apoiem o Cinema ao Luar

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CINEMA AO LUAR INST

terça-feira, 4 de agosto de 2015

terça-feira, 14 de julho de 2015

Por que você retiraria definitivamente alguém da sua vida?


Não é raro excluirmos da nossa convivência pessoas, por diferentes motivos. Algumas "separações" são suaves, resultam mesmo de um movimento natural em que as pessoas deixam de estar afinadas e passam a preferir estar com outras pessoas, não estar mais juntas. Mas por vezes, o rompimento tende para o sangrento, quando as partes precisam anunciar aos deuses de que nunca mais querem se cruzar! Por ser muito passional, já protagonizei muitas cenas da segunda categoria. Hoje estive a tentar recuperar na memória os motivos pelos quais estabeleci esta fronteira existencial com outras pessoas. Mas mais do que lembrar porque as queria longe de mim, emergiram as razões pelas quais não as queria por perto. Sei que o título dessa postagem fala dos motivos para se jogar alguém fora da sua vida, mas talvez a pergunta mais interessante seguisse em direção oposta: por que você quer manter alguém na sua vida?  

Logo volto a escrever sobre isto...estou a pensar....
A imagem retirada da net lacunou meu coração de saudades do meu gato Antônio. 
Intratável, mas eu o queria na minha vida....

sábado, 27 de junho de 2015

O casal mais lindo do cinema: Penny dreadful!




Mar turquesa da Tunísia

Trinta e oito pessoas foram assassinadas ontem em um resort na Tunísia, em Sousse. Estive lá, toquei a areia com meus pés, em um hotel vizinho. Consigo imaginar como foi a cena. Pouco a pouco a Tunísia deixa de ser uma lembrança alegre. O Museu Bardo, onde também estivemos também foi alvo do terrorismo. Fecharão 80 mesquitas. É o preço que os tunisinos pagarão por tentarem ser diferentes, de permitirem a liberdade depois da primavera árabe. A universidade é linda. Talvez nunca mais volte lá, sou medrosa demais. Onde filmaram Paciente Inglês, onde estão as melhores tâmaras do mundo e o hotel mais romântico que eu poderia imaginar, bem pertinho do deserto. E assim os terroristas paralisam o movimento de liberdade, espantam ocidentais cheios de preconceito que poderiam com sorte sair de lá com outras leituras sobre eles. Calar o outro pelo terror é ser muito medíocre, é ser muito básico e sem alternativas mentais.
Espero mesmo poder voltar a Tunísia....mar turquesa...

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Ranzinza, eu?


Nos últimos tempos tenho me sentido de duas maneiras: como na primeira imagem (todos contra mim) ou como na segunda (solidão imensa...). E ainda ouvi da minha irmã hoje cedo que ando muito ranzinza. O que me salva de não ficar deprimida é ter que fazer "panquecas de carne" sob pedidos entusiasmados dos pequenos aqui de casa. As panquecas me salvam. Ontem levei um tombo ao entrar na piscina, foi bom, não enrolei para entrar por causa do frio. Tchibum! Já viram a série Penny Dreadful? O casal mais lindo da história do cinema está na série. Mas não acontece nada entre eles. Ela disse: "Não podemos, somos muito perigosos...". Mas no amor não somos todos?

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Menos creme e mais Poesia

Quanto mais velha fico, mais preciso de poesia. Pensei que a idade ia aumentar em minha vida a necessidade de cremes e tratamentos de beleza. Mas, curiosamente, o que tenho tido cada vez mais precisão é de POESIA. As rugas incomodam menos que a aridez da alma! E mais (aqui deixou uma dica super-bonita), uma pele esticada e lisa é totalmente apagada na presença de olhos brilhantes. A poesia tem esse efeito em mim, de aquecer meu coração e acender meu olhar. É uma espécie de confirmação que sou mesmo idiota, mas que vale muito a pena nessa vida ser um determinado tipo de idiota. Em 2010, já não sei ao certo o mês, tive a sorte imensa de encontrar a poeta Adélia Prado a "bater perna" em um shopping no centro da cidade de Belo Horizonte. Aproximei-me dela e com cara de cão feioso de barbicha branca e olhos cor de mel, perguntei: "Adélia Prado?" (não queria eu acreditar na minha sorte!). Ela fez que sim com a cabeça sorrindo e eu disse: "Você é linda!"(cabelos de prata...ela é cor de rosa!). Ela me abraçou daquele jeito que tia abraça a gente quando tem saudade, meio bruto mas bom e disse: "Não minha filha, você que é linda!". Eu consternada, com os olhos cheios de água emendei: "Sua escrita me salva...". E ela, também com os olhos com água, respondeu: "É a poesia, minha filha, a poesia que salva...". Disse isso olhando muito dentro dos meus olhos e saiu..Fiquei ali, como que tocada por um anjo, grata pela benção do que vivi. (Fiquei pensando que ela deve ter me achado uma daquelas mulheres sempre choronas a reclamar das mazelas da vida e dos infortúnios, precisava da poesia dela para me salvar! Queria poder consertar...Mesmo a poesia triste alegra, a medida que nos devolve algo que a vida parece nos levar..). Pois meu "creme de juventude-beleza" é a poesia, em suas muitas fórmulas: pode ser em palavras (como nos livros da linda Adélia), pode ser em estampas de tecido (especialmente se viraram saias rodadas ou toalhas de mesa), céu cor-de-rosa no entardecer, pode ser em pão feito em casa, pode ser abraço apertado de filho e amigo, pode ser olhar cansado e feliz de marido no fim do dia. Deve ser por isso que a Adélia é tão linda, poesia da vida....

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Dia das mães

O autor português Walter Hugo Mãe, meu queridinho da vez, escolheu o sobrenome "Mãe" como nome literário, pois entende não haver força maior que a força contida nesta palavra. Ele diz que "as mães são os únicos seres dotados da aventura da existência". Temos muitas oportunidades na vida de ajudar um outro a existir, mas nenhuma se compara a maternidade. Digo isso do espanto de viver meu segundo dia das mães. Nunca na vida me vi metida em uma aventura tão complexa e assustadora quanto a maternidade. Nunca havia me sentido tão imperfeita e incompetente. Nunca tinha vivido tanta felicidade! Os pequenos nos colocam diante do que somos com uma intensidade única. E não posso fugir do confronto, do enfrentamento, dos olhares que me invadem ávidos por entender a pessoa que sou e entender através de mim o mundo! 

Minha filha tem medo dos meus cílios postiços (que eu nunca usei!) e diz isso rindo de maneira marota. 

Meu pequeno sente dores na barriga e diz que é tipo um vazio, uma porta aberta.Interpretei como solidão, mas chegamos a conclusão que era fome. Depois que ele comeu uma banana disse-me que continuava o buraco entre a barriga e o coração, era mesmo um tipo de tristeza. E ele só tem sete anos! Disse que tem vontade de me abraçar, e que quando eu o abraço o buraco diminui. 

O mais velho deixou de comer carne por uns dias, porque viu na estrada um caminhão cheio de vacas tristes e apertadas. 

Meus filhos são criaturas fantásticas, que por vezes eu tenho vontade de estrangular, mas que às seis horas da manhã já estão a me obrigar a ser inteira e transparente. Agora tenho medo de morrer em acidentes aéreos, coisa que antes não tinha, até gostava imenso ver filmes com tragédias com aviões. Perdeu-se a graça. 




Diana, até parece que é uma fera!
 

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Dia Internacional de subir em árvores



O último domingo de Março é o Dia Internacional de Subir em Árvores (International Tree Climbing Day). Eu soube disso aquiO dia foi pensando por conta das questões ambientais e da necessidade das pessoas compreenderam a relação delas com a saúde do planeta sob outra ótica. Li a reportagem e depois fiquei pensando que o mais interessante disso de subir em árvores não é lembrado na justificativa. 

Subir em árvore é uma das atividades mais prazerosas e revigorantes que existe! Não é transgressão, é comunhão. A árvore convida-nos sutilmente, cresce de maneira a permitir a subida, posiciona os galhos privilegiando os mirantes, configura-se para se ajustar aos corpos humanos. Não é ginástica, não subimos e descemos em seguida, triunfantes. Subimos e ficamos lá, até que não possamos mais estar. Para quem contempla a vida do alto de um galho, são muitas as delícias. Há uma dimensão de camuflagem, de estar ali quase escondido, mas mais por ser improvável nossa presença ali do que querermos estar escondido. Há a dimensão de pertencer a árvore e a sua rotina, ficar íntimo de pássaros e formigas. É como se brincássemos de ser árvore um pouquinho....

Ano que vem vou inventar um jeito de brincar (participar) do evento internacional também! 

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Crec!

Em nosso quintal...mistério...Acho que nasceu um anjo!

segunda-feira, 30 de março de 2015

A Fada dos Dentes veio a nossa casa!


A pequena Alice ontem quebrou um dente. Não foi acidente. O irmão deixou-a cair ao chão. Ela ficou muito magoada com a "perda" (quebra) do dente, sentida mesmo. Expliquei a ela a dinâmica da fada do dente, blablabla, dinheirinho debaixo do travesseiro. Mas ela só sabia falar "e eu caí, e eu quebrei o dente, e tá doendo muito". Ao jantar o desconforto foi visível para morder. Meu coração de mãe trincou-se. Na hora de deitar-se lá foi o pedacico de dente partido para debaixo do travesseiro (que eu cuidadosamente substitui por uma moeda enquanto ainda ajeitava a cama). "Então Alice, será que você vai conseguir ver a fada?". Na manhã seguinte (seis horas da manhã), Alice entra na sala no máximo do entusiasmo: "Mãe, a moedinha, a Fada, mãe, o dente, o dinheirinho, a Fada". Alice está com a gengiva roxa ao redor dos dois dentes da frente, mas não se queixa (mas meu coração trinca). Alice só quer saber de pensar como vai gastar o dinheiro: "Eu vou comprar uma mochila para o pai!"
E a vida segue....(graças aos pais que "inventaram" a história da fada, grande ajuda nesse momento dramático!)

sábado, 28 de março de 2015

Gargalhadas no céu: Zé Bonitinho despede-se de nós


A vida parece uma carroça sem freio largada do cume de uma montanha, destrambelhada segue veloz! Primeiro a Inezita nos deixou, foi encontra-se com a minha avó e fazer o Viola, minha Viola diretamente do céu. Se minha avó escutar a Inezita lá no volume que via o programa aqui, podemos dizer que toda a Terra vai escutar o Viola quando o programa acontecer, sem nenhum esforço! Agora quem disse adeus e saiu fazendo o cacoete da mãozinha boba a balançar foi o Zé Bonitinho. Toda a ingenuidade está sendo levada. Pois é preciso acreditar nesse personagem tão despretensioso e colorido. Reparem na expressão facial e o olhar do Zé na imagem. Para "montar" um personagem como esse é preciso desconsiderar que muitos criticarão, é preciso não ter autocrítica, é preciso ser mesmo ingênuo e simples. Tão magro, tão feio, tão genial! 

Vai Zé, embelezar o céu! Vamos ter nuvens muito risonhas....

terça-feira, 17 de março de 2015

Fracasso. Desertificação. Mediocridade. Cintilância. Areia nas ideias.


Pois, não consegui levar adiante o desafio dos 100 dias de felicidade. Fiquei deprê nos primeiros dias, mesmo minha vida sendo muito boa. É difícil manter-se íntegra como um pomar em flor quando ao redor há tanta aridez. Não sabia que desertificação era um fenômeno contagioso. Pois fui acometida de um princípio de desertificação, mesmo quando iniciei a "brincadeira". Acordei e meus olhos estavam estranhamente secos. Meu coração estava feito uma ampulheta, e a areia fria escorria de uma câmara para a outra, no lugar do sangue que me devia me corar a face. Voltar a escrever no blog com regularidade é uma medida emergencial anti-areia nas ideias. E estar junto a pessoas cintilantes. Encontrei um poema do Manoel de Barros que diz que há pessoas cuja cintilância fazem brilhar seres opacas. Pois estou nessa de me cercar de "cintilantes". Esse pessoal dançando na imagem 1 cintila que faz o coração minar água! Deus do céu, quanto brilho naqueles olhos! Mas não posso mudar para o Hawaii (ainda não, ainda não tirei a loteria!). O jeito é garimpar por aqui mesmo pessoas que cintilam e convidá-las para um café ou uma festa temática. Embora eu ame desertos, não os quero dentro de mim, especialmente nas minhas ideias. Que venha a tempestade de areia, estou pronta e abrigada sob um tapete de retalhos feitos de nuvens..."

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Dia 5: Livro 3D e leitura de iniciante

A foto tá ruim, mas a cena foi alegria pura!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Dia 4: Mãe e filha com Melissas no pé!

O desafio dos 100 dias de felicidade segue. Hoje quase esqueci de postar. Dia longo!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

100 Dias de Felicidade?

Uma amiga do coração apresentou-me ao Desafio dos 100 dias de Felicidade (conheça aqui). Começo hoje e termino no dia 1º de maio. Os idealizadores da "brincadeira" pedem que os participantes façam todos os dias uma fotografia que "explicite" sua felicidade. Vale qualquer imagem, desde que contenha a felicidade do participante! O site informou que de cada 100 interessados na brincadeira, 71 não conseguem completar os 100 dias de felicidade. Motivo: falta de tempo. Então a felicidade é uma questão de tempo? Ah..então que rufem os tambores que lá vou eu!

DIA 1; Minha "cinzona" é minha representação de felicidade de hoje! 

domingo, 6 de abril de 2014

Filhos I: objetos sagrados.


Os pequenos descobriram meu esconderijo com os narizes de palhaço, e pediram permissão para brincar com eles. Chego ao quintal e vejo as esferas vermelhas sendo chutadas como minúsculas bolas. E digo: "Nãoooooooooo!" Eles estancam ofegantes e eu continuo: "Nariz de palhaço pertence a mesma categoria do lápis de cor e massa de modelar, são objetos sagrados". Eles me olham com cara de espanto e eu emendo: "Sabem o que é sagrado? Sagrado é algo especial, tipo mágico. Objetos sagrados são objetos mágicos que ajudam as pessoas serem pessoas melhores.Devemos tratar esses objetos com todo respeito!".

Foi assim, acabo de criar a categoria "objetos sagrados da infância (e da vida adulta)".  Que outros objetos pertenceriam a esta categoria, além do lápis de cor, massa de modelar e nariz de palhaço? 

sábado, 22 de março de 2014

E agora, quem vai acender o Espírito Santo?

Hoje acordei com uma bruta saudade da minha avó. Minha avó, a mais chatas das chatas desse mundo e que me deixou coxa depois que se foi. Ela não existir mais exige uma reconfiguração do mundo, é bem estranho. Saber que ela estava lá, me dava sossego pois eu tinha certeza que ela me amava, fosse eu a beócia que fosse. E ela me achava linda. E sempre me lembrava para pentear o cabelo. E me admirava. E tinha orgulho de mim. Mesmo que eu estivesse fora do peso, mesmo que eu fosse comum, mesmo que eu não fosse fantástica. E ela ainda tinha a mágica do afeto de "acender o Espírito Santo". Toda vez que eu estava em apuros pedia a ela que rezasse para mim, por conta de uma prova, entrevista ou conversa difícil. E ela dizia: Filha, Deus te abençoe e o Espírito Santo que te ilumine. O Espírito Santo que te ilumine. Ele continua a me iluminar, é verdade, mas era mais perfeito quando era minha avó que o acendia...Saudade de ver suas mãos e seu apuro estético com as unhas...

domingo, 27 de outubro de 2013

Rede Globo: Elza e Clarence dão adeus


Hoje escrevi aqui sobre a decisão da Rede Globo de acabar com a Sessão da Tarde. Vejam o trecho do Leão Vesgo. É possível não se deixar levar pela leveza e ingenuidade do filme? Sinto pesar.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

QUALQUER UM PODE SER PROFESSOR DESDE QUE DOMINE BEM O CONTEÚDO





Dia do professor, que esparrela. Ano passado comemorei com a barata, lembram? Mas esse ano acho que consigo dizer com palavras o que sinto sobre o malfadado dia do professor. Não há nenhuma profissão tão ingrata quanto ser professor. No mundo todo (e não só no Brasil, como pensam alguns) QUALQUER UM pode ser professor e lidar com as questões do ensinar. Para ser professor basta dominar o CONTEÚDO. Sim, porque o CONHECIMENTO foi adestrado até virar CONTEÚDO, que é tão pouco amistoso que precisa ser DOMINADO. E eu que achei que dominação fosse coisa para dragões! Dominamos aquilo que nos incita perigo, nos dá medo e parece ter vida própria, alheio aos nossos desejos. Deve ser por isso que os educadores organizam os CONTEÚDOS em GRADES. Isso ou ainda arriscamos que os conteúdos escapem e libertem-se, sobrevoando lindamente a curiosidade das crianças e pessoas pensantes com suas asas prateadas e verdes! Mas somos nós professores os responsáveis por essa cena, certo? Por que não reagimos, por que não libertamos o CONHECIMENTO? Atentem, no início do meu texto disse que no imaginário das pessoas QUALQUER UM pode ser professor. Pois tem QUALQUER UM demais dando piteco e comprando tablet como se isso fosse solução para os problemas da educação. Tenho medo de que este cenário nunca se altere e não gosto de parecer tão pessimista. Mas o fato é que embora a profissão de professor não seja exatamente uma novidade, a maior parte das questões relacionadas ao ofício permanecem abertas.  E estas aberturas são brechas nas quais o QUALQUER UM se infiltra e faz pose de professor.  Não basta ter acesso aos textos do Paulo Freire, é preciso amadurecer o texto, amalgamá-lo com as vivências em sala de aula. Professor é profissão rara, que requer amadurecimento, feito fruta no pé. Temos escolas e alunos demais para formarmos bons professores na quantidade esperada. Acabamos por ter pouquíssimos professores e muitos QUALQUER UM. 

Para finalizar, as imagens são uma sugestãozinha para o "ótimo"gestor nosso ministro Mercadante. Olha aí, quem sabe você não nos presenteia a todos (professores) com um mimo desses no Dia do Professor! Professor que é professor domina o conteúdo e leva o dragão no peito...no dedo...nas orelhas. Diz se isso não anima? 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Eu sei que ela é capaz de falar, eu sei....


1. Diana, o que você acha da nova vida aqui em casa?
2. Do que sente falta em Peirópolis?
3. A quantidade de sal que a Dona coloca na comida está no seu gosto?
4. Quando saímos, você prefere ficar na parte da frente da casa ou no quintal?
5. Se você pudesse realizar um sonho, qual seria?

sábado, 10 de agosto de 2013

Ondas de tristeza....


Texto de Clarice Reichstul 

Folha de São Paulo

O Velório Municipal do Barreiro é um prédio simples. É ali que, sentados em bancos de cimento, no pequeno pátio, familiares e amigos velam seus mortos.
Vovô Lício estava no caixão, coberto de flores e com uma camiseta do time América sobre o peito. Benjamim entrou correndo na salinha, queria ver o que todos estavam olhando. Seu pai ficou aflito, com medo da reação do menino frente ao morto.
Esse é um medo comum entre nós, os adultos. Benjamin chegou bem pertinho da cabeça do avô. Primeiro, um pouco ressabiado. Depois, já estava mais à vontade.
Perguntei se ele estava com medo. “Não, eu não estou com medo. Estou triste.” Ao longo do velório, ele foi e voltou ao caixão. Deu beijo, contou segredos e fez carinho no corpo do homem que não estava mais lá. Nessas idas e vindas, se despediu.
A tristeza, durante o velório, se mistura ao papo do dia a dia, como se ela tivesse um certo prazo de validade. Nem a dor mais doída resiste ao riso frente ao comentário sobre a filha da vizinha do avô, que morreu naquela manhã tão linda, em que o sol convidava todos a viver a vida sob sua luz.
A dor vem em ondas e assim também se vai. Uma hora, chora abraçado na avó. Em outra, brinca de coceguinhas com o André.
Pois é, o vovô Lício mágico se foi. E, além das saudades, ele deixou meia dúzia de adivinhas sem respostas para a gente resolver.~

sábado, 27 de julho de 2013

Como faz para "demorar" o tempo?

Vamos para 15 dias sem minha avó. É, minha avó que está por toda parte aqui neste blog, declarações de amor e de ódio, minha intensa avó. Em uma das últimas vezes que estive com ela lúcida, cerca de um mês e meio atrás, deixei de fazer um pão de ló com ela por conta do pouco tempo, "ah, fazemos da próxima vez, tá, vó?". Arrependimento, devia ter me virado em cem e ajudado minha avó a fazer o bolo. Mas talvez este seja meu único arrependimento (e não quero descobrir outros, por favor, que isso é perverso). Aproveitei minha avó o quanto pude: briguei, amei, papariquei, ouvi, ouvi, ouvi, ri dela, quis esganá-la, fiz desaforos, pedi desculpas, recebi carinhos, recebi palavras mais que amorosas, falamos do meu avô e da saudade dele. Aproveitei, mas não foi o suficiente. Nunca é, sempre queremos mais. Na realidade a vida passa muito veloz, zás trás! Como faz para impedir que o tempo avance tão rápido? Como faz para "demorar" o tempo, para aproveitarmos mais a vida, o convívio com quem amamos, fazermos o que realmente nos faz feliz? 


Imagens: Diana no cio com orelhas geladas e tentativas de aquecê-las. Sobre amor, na universidade...

domingo, 14 de julho de 2013

Santa Diana...



As imagens dizem tudo. A última foto foi um cinto tressé. Que sorte nós temos de ter a gigante cinza!

sábado, 13 de julho de 2013

O desgraçadinho embalado na nossa direção

É sábado. Faz sol e o céu está cegante de tão azul. Saímos, Diana e eu para o passeio da manhã, o primeiro do dia. Nossos passeios são ótimos, mas não são raros os desassossegos causados por cachorros soltos na rua. Por aqui ainda temos pessoas não civilizadas que abrem os portões e incentivam que a cachorrada saia para fazer as "necessidades" na rua. Pois lá na esquina há uma casa de um povo bárbaro (no sentido de não civilizado) e eles têm uns três cachorrinhos que não alcançam 1/3 do tamanho da Diana, mas correm atrás da gente (da Diana) e ficam tentando morder (ou encenam isso). Um deles eu detesto, pois vem feito uma bala de canhão em silêncio para cima da Didi toda vez que a vê. Contra esse em especial, eu já tentei de tudo: gritos, pedras, galhos, chinelo. Mas hoje acho que encontrei uma solução! Quando vi lá longe o desgraçadinho embalado em nossa direção, segurei a coleira da Diana e disparamos a correr na mesma direção dele, como se fôssemos pegá-lo! Pois não é que ele ficou estupefato? Deu meia volta e correu da gente apavorado! E a Diana e eu na correria! Depois paramos e ele, de uma distância segura do ponto de vista dele, ficou de lá latindo impropérios! E eu idem! Mas eu falei, não lati. Manhã de sábado emocionante...

sexta-feira, 28 de junho de 2013

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Ja-bu-ti-ca-ba! Jabuticaba! Jabuticaba!



Estive com meu sobrinho de cinco anos por uns dias, e seu irmão de 3. As emoções foram fortes! O mais velho leu comigo pela primeira vez. Ja-bu-ti-ca-ba! A sua primeira palavra. Depois disso saiu lendo tudo a sua volta. Buscou livros, até o caderno de dever de casa. Eu estava com ele quando deu os primeiros passos. E agora as primeiras palavrinhas. Depois, mais tarde fui ler para eles um livro sobre natureza. E deparamo-nos com uma imagem de uma raia. E da-lhe explicar. Até que o mais novo me interrompeu dizendo: Tá, titia, a gente entendeu, parece com um tapete! São os amores da titia! O que vem a seguir? Harvard? Nasa? O que couber no coraçãozinho deles....

domingo, 16 de junho de 2013

Jardins, fortalezas e contemplação

A Diana tem pedido com seus meigos olhos verdes uma casa com jardim (ou será que nós é que queremos a tal casa nova com jardim e atribuímos a Diana este pedido?). O fato é começamos a "pensar" a casa nova.  A "pensar" e a "botar reparo" em todas as casas que nos cercam. Por aqui a moda é a casa-caixa (para aqueles que não querem ou não podem ter uma casa em um condomínio). A casa-caixa é aquele que vista da rua resume-se a um muro altíssimo com dois portões: um para a garagem e um menor para a entrada das pessoas. Dá uma sensação de fortaleza/castelo, parece pressupor que o lado de fora é do mal e por isso não é bem vindo. Voltamos ao período medieval com suas muralhas....
E a falta de acesso visual ao interior da casa nem desperta a curiosidade. Além disso as casas ainda possuem cercas elétricas e, por vezes, duas casas compartilham o mesmo muro que passa a exibir duas cercas elétricas dispostas feito espinhos gigantes. Não gostaria de viver assim. As janelas também sofreram uma diminuição por conta do medo. A janela antes era para ventilar, entrar luz e convidar a contemplação. Agora é passagem de entrada em potencial para bandidos, então é melhor não facilitar!Na nossa cidade, as casas antigas, com alpendres, grades que mais parecem renda e fachadas com floreios e santinhos estão sendo derrubadas para que casas-caixa sejam erguidas ou prédios-caixa. Não entendo porque as pessoas não reagem, o que se passa com elas?

quarta-feira, 17 de abril de 2013

O trabalho e as pessoas: o que resta de você se tiram o trabalho que você faz?

Tenho andado soterrada por trabalho da pior espécie, daquele que vem acompanhado por uma corja de sentimentos e questões que nos fazem pessoas piores. É trabalho demais e de péssima qualidade. Mas o que mais me apavora é como podemos ficar obcecados com os ambientes e as histórias do trabalho. Houve uma época em que eu não tinha, em tese, trabalho (era "só" estudante de doutorado, e isso não é trabalhar). Quando as pessoas me conheciam e perguntavam "onde" eu trabalhava e eu não tinha nada para indicar "pertença" ficava desqualificada no cenário das relações. Parecia que eu "era o que eu fazia" (ou não fazia" como trabalho). Eu era o trabalho que eu fazia e se eu não fazia nada (em termos de trabalho) eu não era ninguém.Comecei a perceber que as pessoas eram definidas pelo trabalho que realizavam. E então me perguntei, e se tiram o trabalho delas, o que resta? Sabe quando alguém nos pede identificação e a gente diz: Sou Fulana, de tal lugar (de trabalho)? Pois quem eu era e o trabalho (ou o lugar onde eu trabalhava) se confundiam, eram uma coisa só. Eu li sabe lá onde que não devemos dizer nosso nome associando-o à empresa em que trabalhamos. Isso nos reduz como pessoas, dizia o artigo e eu concordo. Depois que li isso, passei a dizer meu nome e sobrenome, e só. Só digo onde trabalho quando perguntam, logo a seguir.Também passei a investir mais em mim no que diz respeito ao não-trabalho, ou pelo menos pensar sobre isso. Tipo, o que você escreveria em um cartão de trabalho: professora e.....?  Adivinhadora? Mágica? Aprendiz de acrobata? Passeadora de cães (com a Diana em casa eu poderia dizer isso!). Boa muito boa de soneca? O que resta de você se tirarem o trabalho que você faz, afinal?

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Uberaba em Chicago

Mais uma produção realizada pelo Núcleo Experimental de Cinema da UFTM. O produto final foi pensado e orquestrado por alunos do ensino médio e alunos da graduação que integram o núcleo. Escolhas deles, entrevistas feitas por eles, edição deles. Na produção eles começam a desenvolver a criticidade, quando confrontados com as obviedades das suas escolhas. Eles, por exemplo, utilizaram nas e entrevistas a pergunta "O que você faria (ou como gostaria de ser tratada) se fosse A ÁGUA? Eles pensaram na pergunta dentro da categoria "perguntas inusitadas". Mas, ao trabalhar com eles antecipadamente as possíveis respostas eles perceberam que as respostas seriam previsíveis (Gostaria de ser poupada...exceto EU, que diria: Se eu fosse a água eu queria ser um hidrante estourado, pro povo todo tomar banho e se divertir, queria ser usada abundantemente e fazer as pessoas felizes!. O melhor mesmo é vermos os jovens pensando o uso das imagens e dos sons, e deslumbrando-se com os conteúdos! vejam o resultado, o filme será exibido em um evento acadêmico em Chicago, nos próximos dias.

Três semanas de Diana



Três semanas de Diana e muitas mudanças na rotina, de todos os tipos. Podia me alongar aqui apenas descrevendo as artes da pestinha, cachorrona adorável! Mas acho que o que mais me impacta com a história da Diana, são as melhorias que ela fez na minha vida. Quem não gosta de cachorro (ou gato) vá para outro blog, pois acho que você não vai entender nada! A Diana devolveu-me a lucidez. Estava "louca" e obcecada por trabalho, mas a presença dela me obriga a outra lógica no dia a dia. Tem os horários dos xixis, entre 3 e 4 saídas por dia. São momentos dela, que ela não aceita que eu me distraia com nada "para além dela! Ou seja, são 15/20 minutos que eu não posso pensar na faculdade, e minha mente então fica deliciosamente ocupada com doçuras e poesias do passeio (um beija flor que passa pela gente, as senhoras que caminham pela manhã e nos dão cada sorrisão, os matos de Uberaba que me transportam para minha infância e me dão um sossego na alma!). A Diana me fez também resignificar o que antes eu achava urgente. Antes dela eu "estava numa" de responder todos os emails em caráter de inadiável. Pé no freio, se não responder hoje, ora bolas, respondo amanhã. Vamos precisar mudar de casa também, Diana quer um gramado, ela pede com os olhos todos os dias no passeio, quando passamos por casas (terrenos baldios também) com longos gramados e floridos jardins. Sem dúvida, eu ando muitoooooooo mais feliz. Alguém sabe me dizer em que momento da vida dos cães eles recebem o manual "Como ser um cão peralta"??

sábado, 30 de março de 2013

Diana, completando uma semana



Todo bem que ele me (nos) faz....Deve ter um ano e meio, agora vermifugada e vacinada. Passeio duas vezes por dia (pelo menos). Engraçada, brincalhona, pesadona.....já amo a peluda! O amor é sempre sempre misterioso....ele vem e se aloja.... 

terça-feira, 26 de março de 2013

domingo, 24 de março de 2013

É hoje


Depois de muito resistir, de reunir todo tipo de argumento racional, de tentar acalmar o espírito criando uma programação temporal que incluísse o tal evento....vamos trazer para casa um novo membro! Uma cadela lindaaaaa! Mais tarde posto a queridinha aqui! PS: As imagens são do Espaço Tim do Conhecimento, a primeira é uma escultura de papel, e a segunda painéis de fuxico....Respiros em meio ao furacão.