terça-feira, 26 de abril de 2016

Atrás de uma nova narrativa....

Procuro
nova narrativa para minha existência
Fato. Doença


domingo, 10 de abril de 2016

Perguntas que surgem quando convivemos com crianças

Há um ímã invisível nas privadas específico para o que as crianças carregam nas mãos?

É possível considerar uma habilidade especial a capacidade de inovar nas asneiras do cotidiano?

É possível que as fronteiras do prato para as crianças seja mais um palmo para cima da toalha?

Acontecem pequenos ciclones nos quartos das crianças que fazem todos os brinquedos sejam espalhados por todo canto?

Crianças entendem roupas espalhadas pelo chão como uma instalação artística?

quinta-feira, 3 de março de 2016

O que significa fazer 45 anos?


Ontem fiz 45 anos. Pergunto-me se terei chegado a metade do caminho. Fiz umas contas, quando tiver 90 anos a Alice terá 49 anos. Espero que o mundo que receberá minha Alice cinquetona seja diferente do mundo de agora. Provavelmente será, pois não acredito que a humanidade consiga arrastar por muito mais tempo a falácia da juventude como valor no mercado das pessoas. Mas há muita água para passar por baixo dessa ponte até lá. A atual internet, por exemplo, é desanimadora, quando percorremos sites que falam de beleza, celebridades e outras futilidades do gênero. As pessoas perseguem a aparência jovem e quando há alguém com mais de 45 anos com bom aspecto (como dizem em Portugal..) a própria pessoa diz que "sabe que vai ser duro ficar velho" e faz um rosário de queixas sem fim. Desejo que a concepção de velhice mude até meus filhos ficarem mais velhos. O que é que ser perde ao deixar-se de ser jovem, afinal? O que é que se ganha ao avançar no tempo? É justo tratar o envelhecimento como um processo de perdas e ganhos? Não deveríamos ensinar nossos filhos que envelhecer faz parte da vida e é algo bom? Que é possível envelhecer e ser belo? Recentemente, uma amiga que não sabia que eu faria 45 anos quando soube a minha idade passou a me tratar diferente, a incluir em seus comentários expressões como "pessoas da sua idade". Fiquei carimbada como "velha". Essa amiga é estudada, delicada e culta e não consegue perceber que caiu na armadilha da idade. É comum as pessoas agradecerem quando dizemos que parecem mais novas, como se a juventude fosse um elogio (e a velhice um xingo). Não quero parecer mais jovem do que sou. Também não quero parecer mais velha. Quero aparentar a idade que tenho e ser saudável. Como as mulheres passam enorme tempo disfarçando as marcas do tempo e tentando impedir o avanço do envelhecimento natural do corpo temos dificuldade em reconhecer a real idade e a beleza da real idade. Mas é preciso desembrulhar-se dos preconceitos e medos e fazer-se presente quando o assunto é envelhecer. É preciso conversar com as crianças sobre o que faz uma pessoa ser bela, ser velha e ser  jovem. Beleza para mim, por exemplo, está em gente que o olho brilha (pode haver mulher mais linda que a poeta Adélia Prado?). Beleza é ser integral neste mundo de "desnatadas" existências. Quero muito ajudar meus filhos a desenvolverem ideias originais e nascidas na fogueira do pensamento sobre o que significa o envelhecimento! E para isso preciso viver meus 45 anos com cintilância e sabedoria! E vamos nós! 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Volta às aulas

Então as aulas voltaram, a escola retornou as atividades. Nos primeiros dias tivemos 3 professores que utilizaram o precioso tempo em sala para trabalhar "regras de convivência". Não pode isso, não pode aquilo, não pode, não pode, não pode, é proibido. E o professor disse o que vocês vão estudar ao longo do ano?Não disse. Pensei em enviar de volta uma lista de regras para os professores conviverem com meus filhos (e todos os outros alunos): 


1. Não pode gritar com aluno
2. Não pode usar palavras de qualquer natureza que depreciem o aluno quer na sua inteligência, quer na sua aparência, quer na sua origem
3. Não pode dizer que os alunos não serão nada na vida
4. Não pode ir para a escola sem preparar a aula
5. Não pode dar aula de "copiar do livro"
6. Não pode encher o quadro de matéria e não explicar
7. Não pode dar nota sem discutir prova
8. Não pode terminar o ano sem saber todos os nomes dos alunos
9. Não pode descontar nos alunos frustrações pessoais e ressentimentos
10. Não pode dar dever de casa como castigo
11. Não pode ameaçar com prova

E daqui um pouco eu vou em uma reunião na escola da pequena para saber as regras de funcionamento da escola (Não pode levar a criança até a porta da sala de aula...). 

Em que ano vivemos mesmo? 





terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Esse recado é para você


"Deus, proteja-me dos meus inimigos e se tiver um tempo, coloca-me no caminho inimigos que tenham um pouca mais de humor e que sejam capazes de fazer metáforas com cinema e literatura.." 

Hoje farei algo que nunca fiz no Pastel e que sempre critiquei no comportamento dos outros blogueiros, que é usar o blog para mandar recado (normalmente quem faz isso é covardolas, não tem coragem de dizer na cara do outro e usa o blog para choramingar). Mas hoje tô do avesso e querendo dizer umas boas a quem a carapuça servir! Se eu morrer vai ser difícil descobrir quem me assassinou (mesmo se morrer de morte natural vai pairar uma dúvida..): tenho uma lista grande de inimigos, descontentes e ressentidos. E há também os jumentos que integram o grupo por falta do que fazer na vida, ilustram bem o comportamento de bando! Tipo gente que adensa grupo de linchamento sem sequer saber o que o linchado fez. Infelizmente eu sou obrigada a "gastar" meu precioso tempo impedindo que o arame farpado deixado por estas criaturas pouco instigantes fira a mim ou aos meus. Mas sabe o que chateia mesmo? É não ter um inimigo à altura! Pois estes seres opacos são como pulgas em um dogue alemão, só chateiam mesmo no coçar. E não há muito o que argumentar, pois os caras são bem despreparados para o pensar. Ah...Como os duelos verbais seriam mais divertidos se minhas ironias fossem compreendidas.... 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Por que alguns podem ser cafonas?


Mais música para o início da semana. Coral com estampa de oncinha, paletó azul-de gosto-muito-muito-duvidoso, bota cano alto, pulseira de pérolas para rapazes, camisa de bolonas, sapato bicolor...e é tudo A-do-rá-vel! É difícil eleger entre os vídeos no youtube o modelito mais cafona no Rod. Mas oq eu o autoriza ser tão adoravelmente cafona? O brilho nos olhos! Quanto mais eu vivo mais confirmo que gente feliz é linda, gente inteira é linda..E você, é inteiro o suficiente para se dar ao luxo de ser cafona??

Para começar a semana: música!

A Alice não quis sair da cama para ir à aula...

sábado, 13 de fevereiro de 2016

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Sobre o Ódio

Muito ruim começar 2016 com uma postagem sobre o ódio. Mas de uns meses para cá é sobre isso que tenho vontade de escrever. A questão que me inquieta é: de onde vem o ódio das pessoas? Está como um embrião dentro delas, á espera de um motivo para aflorar, ou é algo que vai sendo construído, de pouquinho a pouquinho? Você odeia ou já odiou alguém? Você é odiado? 

Logo volto a escrever, agora preciso ir me defender do ódio....


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

A função dos bichos



Conversa fresquinha de agorinha mesmo:

Uns cachorros sem dono atravessaram a rua e o táxi onde estava precisou parar para não atropelar a gangue dona do mundo. E..
Eu: Ai, cachorrada louca!
Taxista: Hoje em dia, as pessoas esqueceram a função do cachorro. Eu morei na roça, sou de uma época que cachorro servia para alguma coisa. Para dar vacina no gado..para um monte de coisa..hoje cachorro não tem serventia.
Eu: Acho que cachorro existe porque Deus queria que a gente tivesse um amor puro e leal, ninguém ama a gente como cachorro.
Taxista (dá um risinho): Isso também...Mas acho que hoje as pessoas acham que cachorro é gente, e deixa de usar o cachorro como deve, sem função
Eu: Não gosto de pensar nos seres vivos pela função que têm.
Taxista: Quer ver, você come carne?
Eu: Como.
Taxista: Então, quando você come um pedacinho de carne sabe que o boi cumpriu a função dele né
Eu: É a natureza, é assim que a natureza funciona.
Taxista: Então, quando a gente vê um sapo pensa, porcaria de bicho, não serve pra nada, mas ele come bichos, a função dele na natureza é essa!
Eu: Mas se o senhor ficar pensando nos seres vivos a partir da função deles, para aqueles que o senhor não perceber a serventia...não serve para nada!
Taxista: Mudo
Eu: E mais, a gente é bicho e a única coisa que podemos ser melhores que os outros bichos é se olharmos para eles sem ficar preso na função que eles têm! Se a gente só pensa nos outros pela função a gente vira bicho!
Taxista: A gente é bicho humano, racional, por isso pensa na função.

Chegamos ao meu destino. Agradeço. Ele me diz "Fica com Deus" e eu "O senhor também!". Nem perguntei para que ele servia...E eu, sirvo para quê? A Alice responderia rapidinho: Limpar a casa, mãe!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Fim de ano....

E mais um fim de ano vem aí! 
Baladinha para aqueles que ainda têm tanto a fazer (como eu!)




sábado, 5 de setembro de 2015

Quem quer voar?

Em dias de meninada no balanço...
Acho que vou instalar uma em casa...
E em alguns momentos dias vou deixar-me voar.... 

domingo, 16 de agosto de 2015

Apoiem o Cinema ao Luar

Quer fazer a diferença?
Quer ajudar um projeto lindo?
Então chegou sua chance de fazer bonito!
Entre e apoie: https://www.catarse.me/pt/cinemapeiropolis


CINEMA AO LUAR INST

terça-feira, 4 de agosto de 2015

terça-feira, 14 de julho de 2015

Por que você retiraria definitivamente alguém da sua vida?


Não é raro excluirmos da nossa convivência pessoas, por diferentes motivos. Algumas "separações" são suaves, resultam mesmo de um movimento natural em que as pessoas deixam de estar afinadas e passam a preferir estar com outras pessoas, não estar mais juntas. Mas por vezes, o rompimento tende para o sangrento, quando as partes precisam anunciar aos deuses de que nunca mais querem se cruzar! Por ser muito passional, já protagonizei muitas cenas da segunda categoria. Hoje estive a tentar recuperar na memória os motivos pelos quais estabeleci esta fronteira existencial com outras pessoas. Mas mais do que lembrar porque as queria longe de mim, emergiram as razões pelas quais não as queria por perto. Sei que o título dessa postagem fala dos motivos para se jogar alguém fora da sua vida, mas talvez a pergunta mais interessante seguisse em direção oposta: por que você quer manter alguém na sua vida?  

Logo volto a escrever sobre isto...estou a pensar....
A imagem retirada da net lacunou meu coração de saudades do meu gato Antônio. 
Intratável, mas eu o queria na minha vida....

sábado, 27 de junho de 2015

O casal mais lindo do cinema: Penny dreadful!




Mar turquesa da Tunísia

Trinta e oito pessoas foram assassinadas ontem em um resort na Tunísia, em Sousse. Estive lá, toquei a areia com meus pés, em um hotel vizinho. Consigo imaginar como foi a cena. Pouco a pouco a Tunísia deixa de ser uma lembrança alegre. O Museu Bardo, onde também estivemos também foi alvo do terrorismo. Fecharão 80 mesquitas. É o preço que os tunisinos pagarão por tentarem ser diferentes, de permitirem a liberdade depois da primavera árabe. A universidade é linda. Talvez nunca mais volte lá, sou medrosa demais. Onde filmaram Paciente Inglês, onde estão as melhores tâmaras do mundo e o hotel mais romântico que eu poderia imaginar, bem pertinho do deserto. E assim os terroristas paralisam o movimento de liberdade, espantam ocidentais cheios de preconceito que poderiam com sorte sair de lá com outras leituras sobre eles. Calar o outro pelo terror é ser muito medíocre, é ser muito básico e sem alternativas mentais.
Espero mesmo poder voltar a Tunísia....mar turquesa...

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Ranzinza, eu?


Nos últimos tempos tenho me sentido de duas maneiras: como na primeira imagem (todos contra mim) ou como na segunda (solidão imensa...). E ainda ouvi da minha irmã hoje cedo que ando muito ranzinza. O que me salva de não ficar deprimida é ter que fazer "panquecas de carne" sob pedidos entusiasmados dos pequenos aqui de casa. As panquecas me salvam. Ontem levei um tombo ao entrar na piscina, foi bom, não enrolei para entrar por causa do frio. Tchibum! Já viram a série Penny Dreadful? O casal mais lindo da história do cinema está na série. Mas não acontece nada entre eles. Ela disse: "Não podemos, somos muito perigosos...". Mas no amor não somos todos?

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Menos creme e mais Poesia

Quanto mais velha fico, mais preciso de poesia. Pensei que a idade ia aumentar em minha vida a necessidade de cremes e tratamentos de beleza. Mas, curiosamente, o que tenho tido cada vez mais precisão é de POESIA. As rugas incomodam menos que a aridez da alma! E mais (aqui deixou uma dica super-bonita), uma pele esticada e lisa é totalmente apagada na presença de olhos brilhantes. A poesia tem esse efeito em mim, de aquecer meu coração e acender meu olhar. É uma espécie de confirmação que sou mesmo idiota, mas que vale muito a pena nessa vida ser um determinado tipo de idiota. Em 2010, já não sei ao certo o mês, tive a sorte imensa de encontrar a poeta Adélia Prado a "bater perna" em um shopping no centro da cidade de Belo Horizonte. Aproximei-me dela e com cara de cão feioso de barbicha branca e olhos cor de mel, perguntei: "Adélia Prado?" (não queria eu acreditar na minha sorte!). Ela fez que sim com a cabeça sorrindo e eu disse: "Você é linda!"(cabelos de prata...ela é cor de rosa!). Ela me abraçou daquele jeito que tia abraça a gente quando tem saudade, meio bruto mas bom e disse: "Não minha filha, você que é linda!". Eu consternada, com os olhos cheios de água emendei: "Sua escrita me salva...". E ela, também com os olhos com água, respondeu: "É a poesia, minha filha, a poesia que salva...". Disse isso olhando muito dentro dos meus olhos e saiu..Fiquei ali, como que tocada por um anjo, grata pela benção do que vivi. (Fiquei pensando que ela deve ter me achado uma daquelas mulheres sempre choronas a reclamar das mazelas da vida e dos infortúnios, precisava da poesia dela para me salvar! Queria poder consertar...Mesmo a poesia triste alegra, a medida que nos devolve algo que a vida parece nos levar..). Pois meu "creme de juventude-beleza" é a poesia, em suas muitas fórmulas: pode ser em palavras (como nos livros da linda Adélia), pode ser em estampas de tecido (especialmente se viraram saias rodadas ou toalhas de mesa), céu cor-de-rosa no entardecer, pode ser em pão feito em casa, pode ser abraço apertado de filho e amigo, pode ser olhar cansado e feliz de marido no fim do dia. Deve ser por isso que a Adélia é tão linda, poesia da vida....

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Dia das mães

O autor português Walter Hugo Mãe, meu queridinho da vez, escolheu o sobrenome "Mãe" como nome literário, pois entende não haver força maior que a força contida nesta palavra. Ele diz que "as mães são os únicos seres dotados da aventura da existência". Temos muitas oportunidades na vida de ajudar um outro a existir, mas nenhuma se compara a maternidade. Digo isso do espanto de viver meu segundo dia das mães. Nunca na vida me vi metida em uma aventura tão complexa e assustadora quanto a maternidade. Nunca havia me sentido tão imperfeita e incompetente. Nunca tinha vivido tanta felicidade! Os pequenos nos colocam diante do que somos com uma intensidade única. E não posso fugir do confronto, do enfrentamento, dos olhares que me invadem ávidos por entender a pessoa que sou e entender através de mim o mundo! 

Minha filha tem medo dos meus cílios postiços (que eu nunca usei!) e diz isso rindo de maneira marota. 

Meu pequeno sente dores na barriga e diz que é tipo um vazio, uma porta aberta.Interpretei como solidão, mas chegamos a conclusão que era fome. Depois que ele comeu uma banana disse-me que continuava o buraco entre a barriga e o coração, era mesmo um tipo de tristeza. E ele só tem sete anos! Disse que tem vontade de me abraçar, e que quando eu o abraço o buraco diminui. 

O mais velho deixou de comer carne por uns dias, porque viu na estrada um caminhão cheio de vacas tristes e apertadas. 

Meus filhos são criaturas fantásticas, que por vezes eu tenho vontade de estrangular, mas que às seis horas da manhã já estão a me obrigar a ser inteira e transparente. Agora tenho medo de morrer em acidentes aéreos, coisa que antes não tinha, até gostava imenso ver filmes com tragédias com aviões. Perdeu-se a graça. 




Diana, até parece que é uma fera!
 

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Dia Internacional de subir em árvores



O último domingo de Março é o Dia Internacional de Subir em Árvores (International Tree Climbing Day). Eu soube disso aquiO dia foi pensando por conta das questões ambientais e da necessidade das pessoas compreenderam a relação delas com a saúde do planeta sob outra ótica. Li a reportagem e depois fiquei pensando que o mais interessante disso de subir em árvores não é lembrado na justificativa. 

Subir em árvore é uma das atividades mais prazerosas e revigorantes que existe! Não é transgressão, é comunhão. A árvore convida-nos sutilmente, cresce de maneira a permitir a subida, posiciona os galhos privilegiando os mirantes, configura-se para se ajustar aos corpos humanos. Não é ginástica, não subimos e descemos em seguida, triunfantes. Subimos e ficamos lá, até que não possamos mais estar. Para quem contempla a vida do alto de um galho, são muitas as delícias. Há uma dimensão de camuflagem, de estar ali quase escondido, mas mais por ser improvável nossa presença ali do que querermos estar escondido. Há a dimensão de pertencer a árvore e a sua rotina, ficar íntimo de pássaros e formigas. É como se brincássemos de ser árvore um pouquinho....

Ano que vem vou inventar um jeito de brincar (participar) do evento internacional também! 

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Crec!

Em nosso quintal...mistério...Acho que nasceu um anjo!

segunda-feira, 30 de março de 2015

A Fada dos Dentes veio a nossa casa!


A pequena Alice ontem quebrou um dente. Não foi acidente. O irmão deixou-a cair ao chão. Ela ficou muito magoada com a "perda" (quebra) do dente, sentida mesmo. Expliquei a ela a dinâmica da fada do dente, blablabla, dinheirinho debaixo do travesseiro. Mas ela só sabia falar "e eu caí, e eu quebrei o dente, e tá doendo muito". Ao jantar o desconforto foi visível para morder. Meu coração de mãe trincou-se. Na hora de deitar-se lá foi o pedacico de dente partido para debaixo do travesseiro (que eu cuidadosamente substitui por uma moeda enquanto ainda ajeitava a cama). "Então Alice, será que você vai conseguir ver a fada?". Na manhã seguinte (seis horas da manhã), Alice entra na sala no máximo do entusiasmo: "Mãe, a moedinha, a Fada, mãe, o dente, o dinheirinho, a Fada". Alice está com a gengiva roxa ao redor dos dois dentes da frente, mas não se queixa (mas meu coração trinca). Alice só quer saber de pensar como vai gastar o dinheiro: "Eu vou comprar uma mochila para o pai!"
E a vida segue....(graças aos pais que "inventaram" a história da fada, grande ajuda nesse momento dramático!)

sábado, 28 de março de 2015

Gargalhadas no céu: Zé Bonitinho despede-se de nós


A vida parece uma carroça sem freio largada do cume de uma montanha, destrambelhada segue veloz! Primeiro a Inezita nos deixou, foi encontra-se com a minha avó e fazer o Viola, minha Viola diretamente do céu. Se minha avó escutar a Inezita lá no volume que via o programa aqui, podemos dizer que toda a Terra vai escutar o Viola quando o programa acontecer, sem nenhum esforço! Agora quem disse adeus e saiu fazendo o cacoete da mãozinha boba a balançar foi o Zé Bonitinho. Toda a ingenuidade está sendo levada. Pois é preciso acreditar nesse personagem tão despretensioso e colorido. Reparem na expressão facial e o olhar do Zé na imagem. Para "montar" um personagem como esse é preciso desconsiderar que muitos criticarão, é preciso não ter autocrítica, é preciso ser mesmo ingênuo e simples. Tão magro, tão feio, tão genial! 

Vai Zé, embelezar o céu! Vamos ter nuvens muito risonhas....

terça-feira, 17 de março de 2015

Fracasso. Desertificação. Mediocridade. Cintilância. Areia nas ideias.


Pois, não consegui levar adiante o desafio dos 100 dias de felicidade. Fiquei deprê nos primeiros dias, mesmo minha vida sendo muito boa. É difícil manter-se íntegra como um pomar em flor quando ao redor há tanta aridez. Não sabia que desertificação era um fenômeno contagioso. Pois fui acometida de um princípio de desertificação, mesmo quando iniciei a "brincadeira". Acordei e meus olhos estavam estranhamente secos. Meu coração estava feito uma ampulheta, e a areia fria escorria de uma câmara para a outra, no lugar do sangue que me devia me corar a face. Voltar a escrever no blog com regularidade é uma medida emergencial anti-areia nas ideias. E estar junto a pessoas cintilantes. Encontrei um poema do Manoel de Barros que diz que há pessoas cuja cintilância fazem brilhar seres opacas. Pois estou nessa de me cercar de "cintilantes". Esse pessoal dançando na imagem 1 cintila que faz o coração minar água! Deus do céu, quanto brilho naqueles olhos! Mas não posso mudar para o Hawaii (ainda não, ainda não tirei a loteria!). O jeito é garimpar por aqui mesmo pessoas que cintilam e convidá-las para um café ou uma festa temática. Embora eu ame desertos, não os quero dentro de mim, especialmente nas minhas ideias. Que venha a tempestade de areia, estou pronta e abrigada sob um tapete de retalhos feitos de nuvens..."

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Dia 5: Livro 3D e leitura de iniciante

A foto tá ruim, mas a cena foi alegria pura!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Dia 4: Mãe e filha com Melissas no pé!

O desafio dos 100 dias de felicidade segue. Hoje quase esqueci de postar. Dia longo!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

100 Dias de Felicidade?

Uma amiga do coração apresentou-me ao Desafio dos 100 dias de Felicidade (conheça aqui). Começo hoje e termino no dia 1º de maio. Os idealizadores da "brincadeira" pedem que os participantes façam todos os dias uma fotografia que "explicite" sua felicidade. Vale qualquer imagem, desde que contenha a felicidade do participante! O site informou que de cada 100 interessados na brincadeira, 71 não conseguem completar os 100 dias de felicidade. Motivo: falta de tempo. Então a felicidade é uma questão de tempo? Ah..então que rufem os tambores que lá vou eu!

DIA 1; Minha "cinzona" é minha representação de felicidade de hoje! 

domingo, 6 de abril de 2014

Filhos I: objetos sagrados.


Os pequenos descobriram meu esconderijo com os narizes de palhaço, e pediram permissão para brincar com eles. Chego ao quintal e vejo as esferas vermelhas sendo chutadas como minúsculas bolas. E digo: "Nãoooooooooo!" Eles estancam ofegantes e eu continuo: "Nariz de palhaço pertence a mesma categoria do lápis de cor e massa de modelar, são objetos sagrados". Eles me olham com cara de espanto e eu emendo: "Sabem o que é sagrado? Sagrado é algo especial, tipo mágico. Objetos sagrados são objetos mágicos que ajudam as pessoas serem pessoas melhores.Devemos tratar esses objetos com todo respeito!".

Foi assim, acabo de criar a categoria "objetos sagrados da infância (e da vida adulta)".  Que outros objetos pertenceriam a esta categoria, além do lápis de cor, massa de modelar e nariz de palhaço? 

sábado, 22 de março de 2014

E agora, quem vai acender o Espírito Santo?

Hoje acordei com uma bruta saudade da minha avó. Minha avó, a mais chatas das chatas desse mundo e que me deixou coxa depois que se foi. Ela não existir mais exige uma reconfiguração do mundo, é bem estranho. Saber que ela estava lá, me dava sossego pois eu tinha certeza que ela me amava, fosse eu a beócia que fosse. E ela me achava linda. E sempre me lembrava para pentear o cabelo. E me admirava. E tinha orgulho de mim. Mesmo que eu estivesse fora do peso, mesmo que eu fosse comum, mesmo que eu não fosse fantástica. E ela ainda tinha a mágica do afeto de "acender o Espírito Santo". Toda vez que eu estava em apuros pedia a ela que rezasse para mim, por conta de uma prova, entrevista ou conversa difícil. E ela dizia: Filha, Deus te abençoe e o Espírito Santo que te ilumine. O Espírito Santo que te ilumine. Ele continua a me iluminar, é verdade, mas era mais perfeito quando era minha avó que o acendia...Saudade de ver suas mãos e seu apuro estético com as unhas...

domingo, 27 de outubro de 2013

Rede Globo: Elza e Clarence dão adeus


Hoje escrevi aqui sobre a decisão da Rede Globo de acabar com a Sessão da Tarde. Vejam o trecho do Leão Vesgo. É possível não se deixar levar pela leveza e ingenuidade do filme? Sinto pesar.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

QUALQUER UM PODE SER PROFESSOR DESDE QUE DOMINE BEM O CONTEÚDO





Dia do professor, que esparrela. Ano passado comemorei com a barata, lembram? Mas esse ano acho que consigo dizer com palavras o que sinto sobre o malfadado dia do professor. Não há nenhuma profissão tão ingrata quanto ser professor. No mundo todo (e não só no Brasil, como pensam alguns) QUALQUER UM pode ser professor e lidar com as questões do ensinar. Para ser professor basta dominar o CONTEÚDO. Sim, porque o CONHECIMENTO foi adestrado até virar CONTEÚDO, que é tão pouco amistoso que precisa ser DOMINADO. E eu que achei que dominação fosse coisa para dragões! Dominamos aquilo que nos incita perigo, nos dá medo e parece ter vida própria, alheio aos nossos desejos. Deve ser por isso que os educadores organizam os CONTEÚDOS em GRADES. Isso ou ainda arriscamos que os conteúdos escapem e libertem-se, sobrevoando lindamente a curiosidade das crianças e pessoas pensantes com suas asas prateadas e verdes! Mas somos nós professores os responsáveis por essa cena, certo? Por que não reagimos, por que não libertamos o CONHECIMENTO? Atentem, no início do meu texto disse que no imaginário das pessoas QUALQUER UM pode ser professor. Pois tem QUALQUER UM demais dando piteco e comprando tablet como se isso fosse solução para os problemas da educação. Tenho medo de que este cenário nunca se altere e não gosto de parecer tão pessimista. Mas o fato é que embora a profissão de professor não seja exatamente uma novidade, a maior parte das questões relacionadas ao ofício permanecem abertas.  E estas aberturas são brechas nas quais o QUALQUER UM se infiltra e faz pose de professor.  Não basta ter acesso aos textos do Paulo Freire, é preciso amadurecer o texto, amalgamá-lo com as vivências em sala de aula. Professor é profissão rara, que requer amadurecimento, feito fruta no pé. Temos escolas e alunos demais para formarmos bons professores na quantidade esperada. Acabamos por ter pouquíssimos professores e muitos QUALQUER UM. 

Para finalizar, as imagens são uma sugestãozinha para o "ótimo"gestor nosso ministro Mercadante. Olha aí, quem sabe você não nos presenteia a todos (professores) com um mimo desses no Dia do Professor! Professor que é professor domina o conteúdo e leva o dragão no peito...no dedo...nas orelhas. Diz se isso não anima? 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Eu sei que ela é capaz de falar, eu sei....


1. Diana, o que você acha da nova vida aqui em casa?
2. Do que sente falta em Peirópolis?
3. A quantidade de sal que a Dona coloca na comida está no seu gosto?
4. Quando saímos, você prefere ficar na parte da frente da casa ou no quintal?
5. Se você pudesse realizar um sonho, qual seria?

sábado, 10 de agosto de 2013

Ondas de tristeza....


Texto de Clarice Reichstul 

Folha de São Paulo

O Velório Municipal do Barreiro é um prédio simples. É ali que, sentados em bancos de cimento, no pequeno pátio, familiares e amigos velam seus mortos.
Vovô Lício estava no caixão, coberto de flores e com uma camiseta do time América sobre o peito. Benjamim entrou correndo na salinha, queria ver o que todos estavam olhando. Seu pai ficou aflito, com medo da reação do menino frente ao morto.
Esse é um medo comum entre nós, os adultos. Benjamin chegou bem pertinho da cabeça do avô. Primeiro, um pouco ressabiado. Depois, já estava mais à vontade.
Perguntei se ele estava com medo. “Não, eu não estou com medo. Estou triste.” Ao longo do velório, ele foi e voltou ao caixão. Deu beijo, contou segredos e fez carinho no corpo do homem que não estava mais lá. Nessas idas e vindas, se despediu.
A tristeza, durante o velório, se mistura ao papo do dia a dia, como se ela tivesse um certo prazo de validade. Nem a dor mais doída resiste ao riso frente ao comentário sobre a filha da vizinha do avô, que morreu naquela manhã tão linda, em que o sol convidava todos a viver a vida sob sua luz.
A dor vem em ondas e assim também se vai. Uma hora, chora abraçado na avó. Em outra, brinca de coceguinhas com o André.
Pois é, o vovô Lício mágico se foi. E, além das saudades, ele deixou meia dúzia de adivinhas sem respostas para a gente resolver.~

sábado, 27 de julho de 2013

Como faz para "demorar" o tempo?

Vamos para 15 dias sem minha avó. É, minha avó que está por toda parte aqui neste blog, declarações de amor e de ódio, minha intensa avó. Em uma das últimas vezes que estive com ela lúcida, cerca de um mês e meio atrás, deixei de fazer um pão de ló com ela por conta do pouco tempo, "ah, fazemos da próxima vez, tá, vó?". Arrependimento, devia ter me virado em cem e ajudado minha avó a fazer o bolo. Mas talvez este seja meu único arrependimento (e não quero descobrir outros, por favor, que isso é perverso). Aproveitei minha avó o quanto pude: briguei, amei, papariquei, ouvi, ouvi, ouvi, ri dela, quis esganá-la, fiz desaforos, pedi desculpas, recebi carinhos, recebi palavras mais que amorosas, falamos do meu avô e da saudade dele. Aproveitei, mas não foi o suficiente. Nunca é, sempre queremos mais. Na realidade a vida passa muito veloz, zás trás! Como faz para impedir que o tempo avance tão rápido? Como faz para "demorar" o tempo, para aproveitarmos mais a vida, o convívio com quem amamos, fazermos o que realmente nos faz feliz? 


Imagens: Diana no cio com orelhas geladas e tentativas de aquecê-las. Sobre amor, na universidade...

domingo, 14 de julho de 2013

Santa Diana...



As imagens dizem tudo. A última foto foi um cinto tressé. Que sorte nós temos de ter a gigante cinza!

sábado, 13 de julho de 2013

O desgraçadinho embalado na nossa direção

É sábado. Faz sol e o céu está cegante de tão azul. Saímos, Diana e eu para o passeio da manhã, o primeiro do dia. Nossos passeios são ótimos, mas não são raros os desassossegos causados por cachorros soltos na rua. Por aqui ainda temos pessoas não civilizadas que abrem os portões e incentivam que a cachorrada saia para fazer as "necessidades" na rua. Pois lá na esquina há uma casa de um povo bárbaro (no sentido de não civilizado) e eles têm uns três cachorrinhos que não alcançam 1/3 do tamanho da Diana, mas correm atrás da gente (da Diana) e ficam tentando morder (ou encenam isso). Um deles eu detesto, pois vem feito uma bala de canhão em silêncio para cima da Didi toda vez que a vê. Contra esse em especial, eu já tentei de tudo: gritos, pedras, galhos, chinelo. Mas hoje acho que encontrei uma solução! Quando vi lá longe o desgraçadinho embalado em nossa direção, segurei a coleira da Diana e disparamos a correr na mesma direção dele, como se fôssemos pegá-lo! Pois não é que ele ficou estupefato? Deu meia volta e correu da gente apavorado! E a Diana e eu na correria! Depois paramos e ele, de uma distância segura do ponto de vista dele, ficou de lá latindo impropérios! E eu idem! Mas eu falei, não lati. Manhã de sábado emocionante...

sexta-feira, 28 de junho de 2013

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Ja-bu-ti-ca-ba! Jabuticaba! Jabuticaba!



Estive com meu sobrinho de cinco anos por uns dias, e seu irmão de 3. As emoções foram fortes! O mais velho leu comigo pela primeira vez. Ja-bu-ti-ca-ba! A sua primeira palavra. Depois disso saiu lendo tudo a sua volta. Buscou livros, até o caderno de dever de casa. Eu estava com ele quando deu os primeiros passos. E agora as primeiras palavrinhas. Depois, mais tarde fui ler para eles um livro sobre natureza. E deparamo-nos com uma imagem de uma raia. E da-lhe explicar. Até que o mais novo me interrompeu dizendo: Tá, titia, a gente entendeu, parece com um tapete! São os amores da titia! O que vem a seguir? Harvard? Nasa? O que couber no coraçãozinho deles....

domingo, 16 de junho de 2013

Jardins, fortalezas e contemplação

A Diana tem pedido com seus meigos olhos verdes uma casa com jardim (ou será que nós é que queremos a tal casa nova com jardim e atribuímos a Diana este pedido?). O fato é começamos a "pensar" a casa nova.  A "pensar" e a "botar reparo" em todas as casas que nos cercam. Por aqui a moda é a casa-caixa (para aqueles que não querem ou não podem ter uma casa em um condomínio). A casa-caixa é aquele que vista da rua resume-se a um muro altíssimo com dois portões: um para a garagem e um menor para a entrada das pessoas. Dá uma sensação de fortaleza/castelo, parece pressupor que o lado de fora é do mal e por isso não é bem vindo. Voltamos ao período medieval com suas muralhas....
E a falta de acesso visual ao interior da casa nem desperta a curiosidade. Além disso as casas ainda possuem cercas elétricas e, por vezes, duas casas compartilham o mesmo muro que passa a exibir duas cercas elétricas dispostas feito espinhos gigantes. Não gostaria de viver assim. As janelas também sofreram uma diminuição por conta do medo. A janela antes era para ventilar, entrar luz e convidar a contemplação. Agora é passagem de entrada em potencial para bandidos, então é melhor não facilitar!Na nossa cidade, as casas antigas, com alpendres, grades que mais parecem renda e fachadas com floreios e santinhos estão sendo derrubadas para que casas-caixa sejam erguidas ou prédios-caixa. Não entendo porque as pessoas não reagem, o que se passa com elas?